26 Setembro 2017
Foi dada a largada. Empresas avançam em direção a uma nova revolução industrial, que – apesar de não ser tão nova assim – ainda está distante da realidade de muitas indústrias brasileiras. Na chegada, um mundo de tecnologias conectadas em uma estrutura de comunicação que envolve máquinas, negócios e pessoas. Quem ultrapassa essa linha e consegue associar a capacidade de produção às novas tecnologias e modelos de negócios ganha fôlego para se manter ativo na nova dinâmica industrial. 

“A quarta revolução industrial, que teve início na virada do século, está sendo desenvolvida num ambiente virtual dinâmico de simulação em duas e três dimensões, e apresenta um conjunto de ferramentas que integram o projeto de produto aos processos de manufatura. Dessa forma, permite que sejam encontradas as melhores soluções de layout de fábricas, fluxo de materiais, ergonomia, logística, entre outros”, afirma Antonio Carlos Cabral, professor do Instituto Mauá de Tecnologia. 

Cabral foi um dos palestrantes do 3º Seminário Tetra Pak Services End to End, que foi realizado no Centro de Inovação ao Cliente (CIC) da Tetra Pak em Monte Mor/SP, e abordou os parâmetros da Indústria 4.0 e a adaptação das empresas nacionais para instituí-los. 

Cenário brasileiro

Para mostrar como o processo de instituição de fábricas inteligentes ainda é gradativo no Brasil, ele citou a última pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre a adoção de tecnologias digitais relacionadas à era da manufatura avançada. Realizado com 2.225 empresas de todos os portes, o estudo identificou a adoção de diferentes tipos de tecnologias digitais e seus estágios na cadeia industrial. Segundo a análise, 31% das empresas entrevistadas não sabia o que era Indústria 4.0 e 15% não tinham nem ideia do conceito.

“O Brasil tem um problema de produtividade muito forte. Para mudar essa realidade, precisamos investir em eficiência operacional. Por isso, reforço: mapeie seus processos, padronize procedimentos, virtualize processos e faça análises críticas para desenvolver melhorias pensando fora da caixa”, afirma.

Bastante comum em fábricas de automóveis, a introdução de robôs e processos com mínima interferência humana vem crescendo. “É apenas uma questão de tempo se tornar frequente em ambientes fabris uma menor quantidade de pessoas sem prejuízo à produtividade do site”, complementa.  

No mundo dos alimentos, a maior padronização e segurança tornam a automação extremamente atrativa para plantas de processamento de alimentos, ainda com muito espaço para crescimento significativo pelos próximos anos. Na Tetra Pak, exemplos de novas aplicações tecnológicas estão em todas as áreas da empresa, desde sistemas de processamento a serviços técnicos. 

“Há mais de 20 anos estamos investindo em uma base de automação, o que nos possibilita, hoje, atuar fortemente na 4ª revolução industrial. Fomos pioneiros da indústria de alimentos e continuaremos trabalhando para estar à frente, evoluindo junto com nossos clientes”, ratifica Alexandre Oliveira, gerente executivo da Tetra Pak. 

Tecnologias utilizadas na Industria 4.0

Ao prover soluções de processamento e equipamentos de envase e distribuição, a Tetra Pak também leva a Indústria 4.0 para dentro da fábrica do cliente, com tecnologias integradas de ponta a ponta. Com a área de negócios Tetra Pak Service, a empresa impulsiona a produtividade dos clientes a partir de quatro pilares: Reduzir o impacto ambiental, Aumentar a confiabilidade das operações, Assegurar qualidade e segurança alimentar do produto e Minimizar os custos operacionais. 

“Além disso, contamos com um extenso portfólio com produtos e serviços voltados à indústria 4.0, que inclui: uso da realidade aumentada, dispositivos móveis e informações digitalizadas para suportar os engenheiros de campo e clientes; gestão operacional com o visualizador de manutenção; automação dos equipamentos e controle da produção com o Tetra Pak Plant Master; monitoramento da condição com a manutenção preventiva; capacitação utilizando treinamentos e-learning; consultorias para minimizar custos operacionais; upgrades para redução do consumo de água nos equipamentos; rastreabilidade ativa; além do equipamento ATP Tetra Pak com método rápido de detecção microbiológica e diagnóstico da qualidade”, complementa Alexandre. 

Vale quanto custa
Com tantos benefícios citados, seria natural que todos acelerassem os processos de inovação, correto? Não exatamente. Ainda segundo a pesquisa da CNI, 66% das empresas afirmam que o custo de implantação é a principal barreira interna à adoção de tecnologias digitais. 

“Não são necessários grandes aportes e o investimento é garantido. Ele pode se consolidar em vantagens como redução dos custos de manutenção de equipamentos em até 40%, menor consumo de energia (de 10% a 20%) e aumento de eficiência entre 10% e 25%”, cita Cabral. 

Mas vale reforçar: todo o esforço deve ser compartilhado. “Para adotar os conceitos de manufatura avançada é preciso ter em mente que não se faz nada sozinho. É difícil compreender a profundidade desse conceito. A colaboração é a palavra-chave. Na Indústria 4.0 tem que haver colaboração sempre”, diz o professor.

Se você ainda não se preparou, intensifique o prêmio e dê a largada. Nessa corrida o importante é não ficar no último lugar! 
 
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