05 Janeiro 2018
A segurança alimentar é crucial na indústria alimentícia. Altamente regulada, essa área é também muito visada pelo consumidor, cada vez mais bem informado e capaz de propagar opiniões a respeito de um produto. Como acontece em qualquer situação sob controle cerrado e onde a opinião pública é sensível, muitos gestores podem ser avessos a promover transformações ou novas abordagens para a segurança alimentar. Como falar de ganhos de eficiência, redução de custos e inovação em uma área relacionada a tantas pressões?

Esses receios, porém, podem impedir as empresas de aprimorar seus processos e resultados – e, nesta esteira, entregar ainda mais qualidade. “Com metodologias e tecnologias adequadas, é possível obter ganhos que se espalham pela cadeia toda, imprimindo mais eficiência ao processo e garantindo métodos mais eficazes para a qualidade do produto final”, diz Edison Kubo, diretor de desenvolvimento de negócios da área de serviços da Tetra Pak.
 
A cobrança por mais eficiência, inclusive, também recai sobre os gestores de segurança alimentar. “Quanto mais tempo os lotes aguardam a conclusão dos testes, maiores os custos envolvidos”, diz Marília Victal, especialista em performance asséptica da Tetra Pak. “É principalmente neste aspecto, a agilidade, que os gestores podem encontrar melhorias a fazer, uma vez que a maior parte dos outros processos devem ser seguidos à risca, de acordo com a legislação.”

Para inovar na segurança alimentar, deve-se estar atento ao desafio duplo. De um lado, com cadeias de produção sofisticadas, é preciso lançar mão de tecnologias altamente eficazes para garantir a qualidade do produto final. De outro, não se pode descuidar da eficiência dos processos, sob o risco de elevar custos – quando o objetivo é justamente o contrário – e comprometer o abastecimento, afetando o consumidor.
 
A questão, enfim, não é se “com segurança se economiza”, mas, sim, se é possível promover essa eficiência enquanto se torna o processo ainda mais eficaz, seguindo as normas e trabalhando com metodologias validadas e certificadas. Novas tecnologias presentes no mercado têm mostrado que sim – e demonstrado bons resultados.
 
Uma enzima na dianteira

Métodos certeiros e ágeis são a principal demanda das empresas em relação à segurança alimentar. Ao pensar inovações para esta área, deve-se procurar por tecnologias que reduzam etapas ou processos e, ao mesmo tempo, garantam a veracidade e qualidade dos resultados. Um método que vem despontando nesse âmbito é o uso da enzima ATP (adenosina trifosfato), o principal transportador de energia em todos os organismos vivos.

É o caso, por exemplo, do Tetra Pak ATP, um sistema de Detecção Microbiológica Rápida criado para analisar alimentos líquidos, como lácteos, sucos e molhos, entre outros. Ele é composto por Luminômetro Celsis Innovate™, kit de reagentes Celsis Rapid Screen™ e inclui o suporte técnico especializado Tetra Pak.
 
Como são feitos hoje, os processos de verificação de qualidade são um caminho longo a percorrer, dividido em muitas fases. Com o uso do método via ATP, essa lógica muda. O processo é sensível e rápido, com resultados em até 30 minutos, em média. A partir dele, é possível avaliar pequenos volumes, de múltiplas amostras, de uma só vez, mostrando indiretamente a ausência ou a presença de contaminação microbiológica. Assista ao vídeo para entender melhor os detalhes:
 

 
Reduzir custos operacionais diretos e indiretos é um dos grandes destaques do uso do método ATP. Essa receita também envolve outros ingredientes importantes de ganhos de eficiência, que se espalham por todo o ciclo produtivo. Alguns dos benefícios são a redução do estoque aguardando liberação, rápida resposta em casos de contaminação, redução do capital aplicado e aumento do fluxo de caixa.
 
Esses efeitos fazem do método ATP um importante aliado na garantia da segurança alimentar e, principalmente, nos ganhos de produtividade da indústria alimentícia – imperativo constante de um mercado sempre desafiador.
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